Prefeitura de Itabuna vai celebrar 36 anos do ECA com Sessão Especial na Câmara de Vereadores

Prefeitura de Itabuna vai celebrar 36 anos do ECA com Sessão Especial na Câmara de Vereadores
No próximo dia 13, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos. Em Itabuna, a data será lembrada com uma Sessão Especial, às 9 horas, na Câmara Municipal de Vereadores proposta pela Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS). No evento, a Rede Socioassistencial vai apresentar resultados do trabalho para a garantia e proteção de crianças e adolescentes. O ECA foi instituído em 1990 pela Lei Federal n. 8069 e reconheceu jovens e crianças como pessoas de direitos. “É preciso mostrar que Itabuna, atualmente, vive uma política voltada para a garantia desses direitos como estabelece o ECA”, afirmou a diretora da Média Complexidade da SEMPS, Maria D’Ajuda Cavalcanti Lucas. Ela lembrou que antes da criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, a Rede era carente de iniciativas para a proteção integral. Mas, atualmente conta com Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), Programa Primeira Infância, que é uma ação do SUAS, e Casas de Acolhimento para Crianças e Adolescentes. A cidade instituiu ainda o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). “Nós desenvolvemos atividades, diariamente, para coibir a exploração de crianças e adolescentes, fazendo palestras nas escolas, mapeamento em áreas de incidência e visitando instituições”, disse Maria D’Ajuda. A SEMPS também desenvolve o Projeto Jovem Social em parceria com o Ministério Público do Trabalho para oferecer cursos aos adolescentes de 14 a 17 anos, o CREAS Medidas, um serviço que atende jovens em violação de direito e há três anos criou o Espaço Social Kids, que acolhe filhos de ambulantes e catadores de materiais recicláveis que trabalham nos eventos públicos, a exemplo do Ita Pedro – Maior São Pedro do Brasil. Já a diretora do Departamento de Alta Complexidade da SEMPS, Vanessa Leite, disse que menores que tiveram direitos infringidos são levados para acolhimentos institucionais, onde ficam temporariamente. Ela explicou que as crianças e adolescentes têm a possibilidade de retornar para a família ou família extensa (ao ampliada) e adoção. “Eles ficam sob a proteção da justiça, Defensoria Pública da Bahia ou Ministério Público estadual”, afirmou Vanessa Leite. O acolhimento institucional para crianças recebe menores de 0 a 12 anos, enquanto para adolescente, de 12 anos incompletos a 18 anos. Cada espaço tem capacidade para 20 pessoas. “A permanência é de até seis meses. O trabalho desenvolvido junto à equipe técnica visa reinserir os jovens na sociedade, comunidade e proporcionar uma reintegração familiar, família substituta ou adoção”, explicou a diretora da Alta complexidade.
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